Dez anos dos atentados de 11/09: A reação vem em música

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Há exatamente dez anos, os Estados Unidos sofreram o maior ataque suicida de todos os tempos. Na manhã daquele dia, terroristas da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros. Dois aviões foram atirados contra as torres gêmeas do World Trade Center, o terceiro caiu contra o Pentágono e o quarto caiu em um campo na Pensilvânia, depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle das mãos dos sequestradores. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.

Os atentados de 11 de setembro de 2001 provocaram mudanças radicais em culturas, economias e hábitos, inclusive com consequencias na música.

O mundo em 11 de setembro de 2001

Naquele ano, o mundo ainda era muito diferente do que conhecemos atualmente. Para se ter idéia, os CD’s representavam quase 95% das vendas de músicas e os downloads digitais ainda não existiam. O Kazaa, famoso programa de compartilhamento de arquivos, ainda estava nos primeiros meses de vida.

Steve Jobs pretendia anunciar o iPod dentro de dois meses, e a loja virtual iTunes ainda estava em desenvolvimento. No dia 11 de setembro, o álbum mais vendido foi “Aaliyah“, primeiro disco da cantora que morreu alguns dias antes, em 25 de agosto.

A música mais tocada nas rádios norte-americanas no dia foi “I’m Real“, de Jennifer Lopez.

A reação vem em música

Diversos artistas decidiram expressar seus sentimentos, e prestar homenagens, através da música. Talvez a canção mais conhecida seja “Freedom“, de Paul McCartney, escrita apenas um dia após os ataques. McCartney estava em Nova York no dia.

Chamou a atenção um fato sobre o DVD “Live Scenes From New York”, do Dream Theater, que era previsto justamente para 11 de setembro de 2001. Além da data, a capa trazia as torres gêmeas dentro de chamas. O material foi recolhido e alguns anos depois a banda fez a música “Sacrificed Sons“, falando sobre os atentados. Veja uma foto da capa banida.

Os sempre polêmicos Tom Araya e Jeff Hanneman, do Slayer, lançaram “Jihad” em 2006, escrita sob o ponto de vista imaginário de um dos terroristas. Na música, os autores usam palavras reais de Mohamed Atta, um dos mentores dos ataques.

Por fim, a música que levou o Black Eyed Peas ao topo das paradas mundiais e marcou a estréia da nova integrante Fergie. “Where Is The Love?” não fala apenas das consequencias dos ataques, mas também lembra racismo, guerra, intolerância e faz duras críticas ao governo norte-americano.

Os efeitos do medo

Se por um lado a música prestou belas homenagens às vítimas, e deixou duras críticas, por outro foi também uma vítima do medo.

Após os atentados, várias músicas consideradas “inadequadas” foram banidas das rádios norte-americanas. Até metáforas foram consideradas perigosas. A enorme lista inclui, por exemplo, “Imagine“, clássico de John Lennon.

Também foram banidas “Learn To Fly”, do Foo Fighters, “Lucy In The Sky With Diamonds”, dos Beatles, “Ruby Tuesday”, dos Rolling Stones e “It’s The End Of The World”, do R.E.M, entre outras.

Outro efeito imediato foram os cancelamentos de shows e turnês inteiras. Diversos artistas norte-americanos, amedrontados com a ameaça terrorista, decidiram cancelar suas atividades. Janet Jackson, a banda Weezer e até os mascarados do Slipknot são alguns exemplos.

O mundo em 11 de setembro de 2011

Dez anos após os ataques que chocaram o mundo, a paz ainda está muito distante. Na verdade, a cultura do medo que se instalou deixou sequelas que podem durar por muitos anos, e simplesmente não desaparecer.

Até quando vamos sobreviver, e não apenas viver?

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Comentários
  1. Gabriel Albuquerque disse em 25/09/2011 às 1:06

    Hum…ótima tradução da matéria do The Guardian sem os devidos créditos.

    Na próxima, tentem criar e não copiar.

  2. Daniel disse em 12/09/2011 às 16:16

    Ótima matéria, esqueceram do lançamento de alguns albuns no dia 11 de setembro , maior exemplo disso o cd Glitter da Mariah Carey que por consequencia foi considerado um fracasso de vendas por não ter vendido bem nas primeiras semanas, pois ninguem saiu de casa depois dos atentados.

  3. Thaís disse em 11/09/2011 às 19:40

    Excelente matéria, parabéns.

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