Resenha: Ayreon – 01011001
A lista de vocalistas convidados inclui Hansi Kürsch (Blind Guardian),
Daniel Gildenlöw (Pain of Salvation), Tom S. Englund (Evergrey), Jonas Renkse (Katatonia), Jørn Lande (ex-Masterplan, ARK), Anneke van Giersbergen (ex-The Gathering), Steve Lee (Gotthard), Bob Catley (Magnum), Floor Jansen (After Forever), Magali Luyten (Virus IV), Simone Simons (Epica), Phideaux Xavier, Wudstik, Marjan Welman (Elister), Liselotte Hegt (Dial), Ty Tabor (King’s X) e Arjen Lucassen.
Entre os instrumentistas convidados, estão os famosos Joost van den Broek (After Forever), Michael Romeo (Symphony X), Derek Sherinian (Planet X, Yngwie Malmsteen, ex-Dream Theater) e Ed Warby (Gorefest).
A Redação do Ambiente Musical teve acesso ao álbum e preparou uma Resenha faixa-a-faixa que você confere abaixo.
Age of Shadows – É a introdução do álbum e começa com um riff comum e sons de máquinas e ambientações eletrônicas que ajudam o ouvinte a entrar no clima do álbum. O refrão é forte e o destaque fica para Anneke na passagem acústica.
Comatose – Uma música inovadora. O vocalista Jorn Lande rouba a cena com um timbre vocal diferente. É uma música triste, que mostra o clima pesado da história que o álbum conta.
Liquid Eternity – Excelente riff inicial, pesado. Figura entre as melhores faixas do álbum. O refrão é fantástico, com a introdução de um violão.
Connect the Dots – Música simpática com um clima gostoso de ouvir que lembra um estilo drum’n bass. É uma música calma, aplausos para o vocalista que manda muito bem.
Beneath the Waves – A introdução da música é linda. Lembra a música Accident?, do álbum The Human Equation. Até a entrada de Hansi nos vocais, a música é bem simples e sem grandes inovações. O destaque, fica para o excelente timbre de Hansi Kürsch, em uma linha bem old school.
Newborn Race – Introdução calma em uma linha Folk. A música evolui em um ritmo tenso até um ótimo solo. Destaque para Jorn que faz um excelente vocal.
Ride the Comet – Outra que figura entre as melhores faixas do álbum. Vocais em um clima eletrônico e um refrão cantado magistralmente por Magali Luyten. O clima cadenciado explode no final em alta velocidade.
Web of Lies – Uma vinheta simples e calma com vocal da bela Simone Simmons. Possui, talvez, a letra mais fraca do álbum. Serve para sinalizar o fim do primeiro álbum e a chegada do segundo disco.
The Fifth Extinction – É a introdução do segundo álbum. Para quem inicia o álbum esperando inovações, se decepciona. A música tem constante evolução e fica realmente excelente depois dos seis minutos. A guitarra é ótima e aplausos, de pé, para os vocalistas Jorn e Hansi.
Waking Dreams – Provavelmente, a mais fraca do álbum. É uma música lenta e repetitiva. O destaque fica para o refrão hipnótico cantado por Anneke e o solo de teclado.
The Truth is Here – Uma balada sentimental. A flauta da introdução tem um efeito muito bom. É a música que mais emociona no álbum e o destaque fica para a evolução do vocal de Arjen Lucassen.
Unnatural Selection – Termina a balada emocionante, vem uma explosão musical. O começo eletrônico deixa a marca “Ayreon de ser” que precede os melhores riffs do álbum. Os vocais fazem um espetáculo.
River of Time – Música que faz ligação com The Human Equation. A estrutura lembra muito as músicas Love e Loser. O violão acompanhado pela flauta fazem um bom trabalho que é completado com a guitarra.
E=MC2 – Arjen Lucassen é famoso por sua ousadia. Transformar uma equação de física em música não é tarefa fácil, mas o holandês sabe como fazer. É uma música bonita, mas fraca. Está longe de ser uma grande composição do álbum.
The Sixth Extinction – É a música que encerra o álbum. Faz uma mistura completa de tudo o que foi discutido no disco, um desfecho perfeito. Muitos fãs vão se apaixonar por essa música. Vocais, letra e instrumental: lindos.
Ao ouvir o disco, é possível notar uma presença mais forte do Baixo nas músicas e os instrumentos mais altos que os vocais, o que é algo novo no Ayreon.
Enfim, é um projeto diferente de tudo o que já foi feito por Lucassen. Após ler a Resenha, você pode estar se perguntando: mas e a história? Bem, a Redação decidiu não comentar a história que envolve 01011001 pois não há uma tradução oficial. São possíveis várias definições, então, deixamos essa tarefa para o leitor descobrir.