Resenha: 30 Seconds to Mars – A Beautiful Lie

Resenha: 30 Seconds to Mars - A Beautiful Lie
30 Seconds To Mars é uma banda norte-americana de rock alternativo formada por Tomo Milicevic (guitarra), Shannon Leto (bateria) e pelo também ator Jared Leto (vocal) em 2002.

Não há uma justificativa para o real significado do nome da banda, os próprios integrantes insistem em manter segredo. O grupo tem apenas dois discos lançados pela Virgin Records e tem influências de Pink Floyd, Kiss e Alice Cooper.

A produção do álbum é assinada pelos próprios membros e o compositor oficial é Jared Leto, que fala muito sobre brutalidade, honestidade, amadurecimento, mudanças, etc.

Neste artigo, vamos falar um pouco mais sobre A Beautiful Lie, lançado em 2005 via Virgin. São doze faixas que fazem uma grande viagem emocional com influência dos anos 80, passando por baladinhas românticas e até mesmo um cover da Björk. Enfim, vamos ao álbum:

O álbum começa com a excelente faixa Attack, com vocais limpos e gritados combinados com um estilo bem tradicional do rock alternativo e uma letra melancólica e depressiva. Há uma forte presença da bateria que se mostra competente e dentro do ritmo.

Então, vem A Beautiful Lie, com um vocal calmo e melancólico acompanhando um som intenso e rápido. Destaque para Jared Leto, que usa um vocal mais grave, calmo e intenso.

The Kill é o single mais famoso do álbum que emplacou na programação da MTV. Apesar de falarmos sobre a música, não posso deixar de destacar o vídeoclipe da música que é inspirado em cenas do filme O Iluminado, e rendeu uma indicação para o Video Music Awards norte-americano.

A quarta faixa é Was It A Dream?, influenciada pelo som dos anos 80 e que lembra muito sucessos do The Cure, por exemplo.

Depois dos anos 80, entramos em um reggae praiano com The Fantasy. Um teclado acompanha o vocal distorcido, gritado e melancólico, gerando uma mistura agradável.

Com um diálogo desnecessário entra Savior, utilizando novas influências dos anos 80 aliadas com elementos da música eletrônica. O vocal é novamente gritado, melancólico e quase chorado. É uma das músicas mais tristes do álbum.

From Yesterday começa calma e suave, o que logo muda com a entrada de um refrão forte, impactante e gritado. A mistura continua durante toda a música, o que se torna repetitivo demais. É o tipo da música que cabe em qualquer trilha sonora de filmes de Hollywood.

The Story é pura década de 80. É incrível o quanto se parece com The Cure, e isso é ótimo, sem dúvidas é a melhor música do álbum. Suave, com uma letra inteligente e utilizando os elementos certos na hora certa.

Revolve é a nona faixa e segue o mesmo clima da anterior. O vocal de Jared Leto é incrivelmente parecido com o de Robert Smith. Tem um refrão bom e que fica na mente, poderia ser um single.

A Modern Myth é maravilhosa, com a presença de uma orquestra ao fundo e um violão na base. Mistura simples e clichê, mas que sempre funciona.

Battle Of One é a mais pesada do álbum e, ao mesmo tempo, fraca. Não combinou com a temática do disco e ficou isolada entre tantas baladinhas.

Pra terminar um ótimo trabalho, Hunter, cover em homenagem a cantora Björk. A música é extremamente melancólica e depressiva, pode ser até mesmo chata para quem não tiver paciência em entender a proposta.

Enfim, o 30 Seconds To Mars é uma banda jovem com uma pegada fortemente influenciada nos anos 80. É interessante e ótimo que ainda tenhamos grupos responsáveis como este.

Confesso que tentei, mas nenhum rótulo cabe a eles. É um estilo único e um som bastante diferente e fora dos padrões comerciais. É um rock alternativo, sem dúvidas.

Isso, é claro, sem considerar a imagem do grupo pós-MTV, quando sofreu uma verdadeira renovação de visual, aderindo a moda emo. Será que há o que temer em um novo álbum dos caras?

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