Resenha: Avenged Sevenfold – Avenged Sevenfold

Resenha: Avenged Sevenfold - Avenged Sevenfold

Já faz algum tempo que quero escrever uma resenha sobre o Avenged Sevenfold. É uma banda interessante, promessa do heavy metal moderno, mas que ainda enfrenta o preconceito e a intolerância do público mais radical.

Desde a morte do baterista Jimmy Sullivan, mais conhecido como The Rev, a banda americana ganhou um destaque ainda maior em minha playlist. Com a notícia de que o substituto temporário de Sullivan seria ninguém menos do que Mike Portnoy, não tive dúvidas de que eles merecem atenção.

A melhor forma de analisar o Avenged Sevenfold é começar pelo álbum que marca a evolução de seu estilo e da qualidade técnica dos integrantes. O self-titled, lançado em outubro de 2007, é muito diferente do estilo hardcore garoto que o grupo apresentava no início, pelos idos de 1999.

É um álbum maduro, de heavy metal. Registra o grande potencial do falecido baterista como compositor e vocal de apoio. Também destaca a qualidade do guitarrista Synyster Gates, com solos bem trabalhados e pesados.

São dez faixas, mais de cinquenta minutos de duração e uma infinidade de influências e estilos. Para se ter uma idéia do potencial do disco, foram retirados dele seis singles: Critical Acclaim, Almost Easy, Gunslinger, Dear God, A Little Piece of Heaven e Afterlife. Esta última, inclusive, é provavelmente o maior single já lançado pela banda e responsável pela formação de uma verdadeira legião de fãs por todo o mundo.

O grande destaque do álbum fica para a belíssima A Little Piece of Heaven. São oito minutos em uma faixa épica, claramente inspirada no metal progressivo. Uma música fantástica com uma letra igualmente brilhante.

Se você prefere um estilo mais simples, violão e vocal, indico a canção Gunslinger. A voz inconfundível de M. Shadows torna a música muito agradável. No final, a banda entra e a música entra no peso do heavy metal com um clima melancólico marcante.

Brompton Cocktail é música para quem adora percussão e ritmos dançantes combinados com metal. É uma faixa rápida e o destaque fica para o segundo guitarrista, Zacky Vengeance, que demonstra criatividade nas viradas da guitarra.

O baixo, porém, é o ponto fraco do álbum. Johnny Christ não consegue mostrar seu trabalho com músicas tão rápidas e pesadas, sendo totalmente abafado pelas guitarras e bateria por diversas vezes. Na verdade, é possível ouvir muito pouco o baixista, que em certos momentos parece até dispensável.

The Reverend é o músico de maior destaque. A bateria está presente com força em todas as faxas, além dos vocais de apoio, também executados por Sullivan. O músico também é o compositor de boa parte do álbum.

Neste álbum, o Avenged Sevenfold confirma a evolução observada no disco anterior, City of Evil, e tenta se desvincular do rótulo do metalcore, procurando estilo próprio. Agora, resta aguardar para saber até que ponto a morte do baterista e compositor pode mudar sua sonoridade. Segue a tracklist:

1. “Critical Acclaim” – 5:15
2. “Almost Easy” – 3:53
3. “Scream” – 4:48
4. “Afterlife” – 5:53
5. “Gunslinger” – 4:11
6. “Unbound (The Wild Ride)” – 5:11
7. “Brompton Cocktail” – 4:13
8. “Lost” – 5:02
9. “A Little Piece of Heaven” – 8:02
10. “Dear God” – 6:34


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Comentários
  1. ataide disse em 30/03/2012 às 21:35

    xd e uma banda louca e muita adrenalina eeeeeeeeeeee
    vlw por tudo so seu fan hun hun brincadeira

  2. yuri disse em 14/04/2010 às 11:36

    melhor resenha ate agora, DEstaque para Lost que vc nao disse, o Solo fica grudado por dias hehehe, absss

  3. rodrigo disse em 06/04/2010 às 14:46

    excelente!!! falo tudo

  4. Gabriel disse em 06/04/2010 às 14:30

    Simplismente foda, essa resenha. Espero que o A7x tenha o mesmo sucesso nesse novo album, que por sinal vai ótimo. R.I.P The Rev!

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